Na noite de 15 de maio, a convite da Professora Maria Teresa, eu e o Prof. Alexei Gonçalves da Univesidade Federal Fluminense, proferimos uma palestra para o curso de graduação em Educação da Iesville, onde falamos sobre sexualidade, arte, corporalidade e política.
Ilustrado por obras de minha autoria (as quais fizeram parte de uma exposição que ocorreu em janeiro deste ano), contamos a história da sexualidade desde o matriarcado até a atualidade, articulando também com os conceitos reichianos sobre a Peste Emocional. As pinturas retratavam mulheres, desde sua condição de "deusas" no período matriarcal, até a passagem para o patriarcado, onde a sexualidade já não é considerada totalmente natural, pois surge a noção de "pecado", seguido de uma série de pinturas que retratam sentimentos humanos e couraças musculares derivadas do aprisionamento desses sentimentos.
No estudo da sexualidade humana, encontramos uma separação entre corpo e sexualidade. É Wilhelm Reich quem nos aponta esse equívoco: alma (consciência) e corpo não podem ser divorciados, ou seja, a sexualidade reflete-se no corpo, é um "evento corporal".
A estrutura do caráter do homem moderno é reflexo de uma cultura patriarcal autoritária caracterizada por um "encouraçamento" do caráter contra sua própria natureza interior e contra a miséria social que o rodeia. Reich grita nossa responsabilidade, nossa mediocridade, nossas barbaridades concebidas por uma sexualidade doentia: elegemos genocidas e criminosos e crucificamos quem poderia nos libertar.
Falamos dos políticos que matam mais com uma "canetada" do que mil bandidos armados, falamos de monstros que um dia foram crianças felizes e do quanto nós todos, até aqueles que não caímos na extremidade mais acentuada da perversão, tornamo-nos incapazes de atos simples, como levantar os braços e abraçar com entusiasmo um amigo ou um ente querido.
Diga não à ignorância, diga não ao preconceito, diga sim ao belo e ao que é natural. Viva plenamente a sua sexualidade. Eduque seus filhos como você gostaria de ter sido educado, e não como o fostes. Ame como gostaria de ser amado. Liberte-se!
Tags: arte, corporalidade, palestra, reich, sexualidade, wilhel
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